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sábado, 18 de junho de 2011

La Cumbre

Uma das coisas que nao queria deixar de fazer durante a minha viagem á América do Sul era subir uma grande montanha nos Andes. Estando em La Paz perto da Cordilheira Real surgiu a oportunidade de subir ao Huayna Potosi. Para subir uma montanha tao alta como esta a aclimataçao é fundamental e sem uma boa aclimataçao à altitude é impossivel ascender ao cume de uma montanha assim. A própria estadia em La Paz em si já faz parte da aclimataçao uma vez que a cidade se encontra a 3700 metros de altitude. No entanto o Huayna Potosi tem 6088 metros de altitude e a estadia em La Paz muitas vezes nao é suficiente. Por isso apanhei o autocarro (micro) em direcçao a Coroico (do outro lado da cordilheira) e saí no ponto mais alto da estrada, no passo chamado La Cumbre a cerca de 4660 metros de altitude.
Aqui já sentia bastante a menor pressao parcial de Oxigénio, ou seja já ficava ofegante muito mais facilmente. Fui fazer uma caminhada e subir uma montanha proxima (cerca de 4970 metros de altitude).
As vistas para o vale que desce em direcçao a Coroico eram fantásticas e as montanhas em redor bastante bonitas.
Nuvens e neblina subiam vale acima até ás montanhas e faziam reduzir a visibilidade a alguns metros de vez em quando.
Nos muitos lagos que existiam na montanha era possivel ver gaivotas andinas e outras aves.
Quando começou a escurecer voltei para a estrada para tentar apanhar um micro ou uma boleia de regresso á cidade.
O primeiro carro que me ofereceu boleia tentou cobrar-me 80 bolivianos, rejeitei baixaram para 50, depois para 30 mas recusei porque nao estava disposto a pagar mais de 25. Sabia que podia apanhar um micro(autocarro) por 12 bolivianos, o problema é que os micros só saem quando estao cheios e se nao tiverem um lugar vazio nao param. Depois de esperar uns 10 minutos chegaram três bolivianos. Viviam numa pequena aldeia do outro lado da montanha. A aldeia onde viviam nao tem estrada e eles caminharam durante 4 horas e meia para chegar a La Cumbre. Daqui iriam viajar para La Paz á boleia como costumavam fazer. Segundo eles a boleia devia custar entre 5 e 10 bolivianos.
Acabamos por apanhar boleia de um Jipe que nao nos quis cobrar nada e assim voltei a La Paz.
*Boleia = Carona









Vale que desce em direcçao a Coroico, aqui começa o Choro trail um trilho que desce dos Andes até Coroico aproveitando (por vezes) a antiga rede de trilhos usados pelos incas (e provavelmente construidos por outros povos pré incaicos)





Dentro do Jipe que nos deu boleia com um dos senhores da aldeia tentando aquecer as maos depois de esperar uma meia hora na estrada de noite a 4670 metros de altitude.




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domingo, 15 de maio de 2011

Cerro Tunari

Cerro Tunari visto de Cochabamba

Subindo o vale (perto de San Miguel) em direção ao planalto de onde começamos a caminhada para o pico Tunari

Vista para noroeste a partir do Cerro Tunari

Macho Laguna

Cerro Tunari

Cerro a norte do Pico Tunari e Macho Laguna

Lamas na paisagem andina

Primeira Laguna no caminho para o Tunari

A montanha a norte do Tunari de nome desconhecido

Um dos picos do Tunari e o vale de Cochabamba por trás






Lamas


Descendo a rampa que dá acesso ao pico


Vista para Es-Nordeste

Vista para Nor-Noroeste a partir do Cerro Tunari

O Pico Tunari, rocha de um lado, neve do outro

Marcelo, Richard, Rosana e J.F. na encosta do Tunari

Eu, Richard, Rosana e J.F.

Incrivel montanha com mais de 5000 metros (a norte do Tunari) cujo nome eu não sei.

domingo, 20 de março de 2011

Paraty






Depois de Itamambuca fui para Paraty, uma cidade brasileira na costa atlântica, a meio caminho entre São Paulo e o Rio de Janeiro.
Anterior à colonização pelos portugueses a região de Paraty era habitada pelos indígenas Guaianás.
O povoamento português iniciou-se no século XVI nas margens do rio Perequê-Açu.
Paraty foi rapidamente povoada; situada junto ao ponto mais baixo da Serra do Mar para passagem em direção ao interior; sua baía abrigada formava um porto natural; possuía água doce em abundância; a planície era boa para o cultivo e; estava situada no ponto intermediário entre os portos de Santos e Rio de Janeiro.
Com a descoberta de ouro na região das Minas Gerais, Paraty ganhou novo impulso. Da cidade as mercadorias seguiam para as Minas Gerais pela antiga trilha indígena, agora pavimentada com pedras, que passou a ser conhecida por Caminho do Ouro. Paraty chegou a ser um dos principais portos exportadores do Brasil.
A abertura do chamado Caminho Novo, ligando diretamente o Rio de Janeiro às Minas e a proibição do transporte do ouro pela estrada de Paraty levaram à diminuição do movimento na vila.
A partir do século XVII aumenta o cultivo de cana-de-açúcar e a produção de aguardente. A produção era tão elevada que a expressão "Paraty" passou a ser sinônimo de cachaça, produção artesanal que perdura até aos nossos dias.
Com a chegada da ferrovia ao interior pelo Rio e por São Paulo (1864) a produção passou a ser escoada por essa ela, conduzindo Paraty a um longo período de decadência.
O processo de estagnação vivido por Paraty ao longo do século XX manteve, paradoxalmente, o casario colonial, conservado no conjunto conhecido como Centro Histórico, tornando a cidade um dos destinos turísticos mais procurados do país.
A cidade e o seu patrimônio foram redescobertos em 1954, com a reabertura da estrada que a ligava ao estado de São Paulo - a Paraty-Cunha -, vindo a constituir-se em um polo de atração turística. Desse modo, em 1958, o conjunto histórico de Paraty foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O movimento turístico intensificou-se com a abertura da Rio-Santos (BR-101) em 1973.
Hoje em dia a cidade é um importante centro de turismo atraindo milhares de visitantes nacionais e estrangeiros. Os atrativos turísticos da cidade são variados, as ruas preservadas da cidade colonial, as maravilhosas praias, as encostas da serra da Bocaina cobertas pela mata atlântica e as multiplas cachoeiras de águas limpidas.


Ruas de Paraty

Aspecto do centro de Paraty

Aspecto do centro de Paraty

Aspecto do centro de Paraty

Aspecto do centro de Paraty

Aspecto do centro de Paraty

Aspecto do centro de Paraty

Igreja Nossa Senhora das Dores localizada na Rua Fresca, foi construída no ano de 1800 por mulheres da aristocracia paratyense.

Aspeto da marginal de Paraty vista do porto.

A cidade de Paraty está construida quase ao nível do mar, sempre que há maré cheia o nivel do mar sobe e inunda as ruas da cidade perto da marginal. Ao fundo a igreja de Santa Rita onde funciona o museu de arte sacra de Paraty.

Vista de Paraty desde o morro do forte.

Igreja de Nossa Senhora dos Remédios no centro de Paraty.

Maré cheia nas ruas de Paraty.

Rio Perequê-açu em Paraty

Ponte sobre o rio Perequê-açu

Rio Perequê-açu em Paraty

Vista desde o forte do defensor perpétuo em direção a Jabaquara e ilha de Paraty

Praia de Jabaquara na cidade de Paraty